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27 de setembro de 2010 02:24

Das antigas – Uma homenagem ao aniversário de Camaçari

Por Carlos Santos

DAS ANTIGAS



Hoje acordei cedo. Fui ao centro para resolver muitas coisas que meu pai mandou. Pensei ir pelo campo da liga, mas tem muito mato e é perigoso. Fui pela Avenida Concêntrica mesmo, apesar de todo o barro e cascalho que tem nela.

Quando cheguei a rua principal peguei um catanica, saltei na praça e dei um pulo na casa de minha madrinha, professora Angiolina, mais conhecida como Guegué. Demorei pouco, pois precisava começar a fazer os mandados do meu pai.

Comecei indo ao Banebão. Aproveitei que a fila tinha menos de mil pessoas e quando terminei fui até o taito, jogar star trec. O da rua principal estava muito cheio, então corri até o que ficava perto do hotel Santa Bárbara.

A manhã avançava e o calor era insuportável, por isso tratei de beber um guaraná. Cheguei até a barraquinha e pedi um refrigerante Xodó da Bahia, sabor maracujá que eu adorava.

Logo depois disso fui fazer o restante das tarefas. Precisava comprar duas dúzias de pregadores de roupa e duas cordas de varal. Apressei no Tabajara e no Paradela. No último estava mais barato e acabei comprando lá.

Na volta, bem embaixo do grande eucalipto que ficava do lado do Banco Nacional vi que estavam anunciando a venda das mortalhas do bloco liberação, que iria desfilar no final de semana seguinte, em pleno micareta, puxado pela banda reflexu?s e trio elétrico skulaxo . Voltei para casa e fui tentar convencer meu pai a me dar o dinheiro para comprar a bendita mortalha. O máximo que consegui foi grana para uma esticada mais tarde.

Aproveitei a bufunfa e à noite dei uma passada na Pizzaria Tomatt e depois fui dançar na New Wave. Noite beleza. No retorno dei um tempo olhando a missa, mas como nunca fui muito chegado em igreja, fiquei em frente ao Hotel Rex. De repente, uma zuadeira e uma confusão só. Era o pessoal do Polivalente e do Cantuária brigando em frente ao bar de Prudêncio por causa dos jogos estudantis e é claro sob efeito de vários skylabs e sputiniks.

Foi ficando tarde, então tomei o rumo de casa. Estava com preguiça de esticar direto pela rua principal e mesmo sabendo que poderia topar com piu ou taca seca, quebrei pra casa pela oficina de Zé do Fó. Ainda bem que cheguei sem sustos.

Esta é uma narrativa fictícia e só a entende por completo quem viveu e cresceu em Camaçari na década de 70/80 ou ouviu contar histórias destas bandas de cá.

Uma pequena homenagem ao aniversário de Camaçari.




*Legenda da fotografia: Da esquerda para a direita: professora Laurita, Souza, um ex prefeito, filha de Souza e dona Lígia, dona Lígia, Sr. Milton (Meu pai) e Manoel, mão de onça.

Comentários

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16/09/2013

Necivalda Gomes da Silva

Tenho 45 anos vive e frequentei os mesmos lugares e curti tudo isso !!!!! Saudades momentos que não voltam mais!!!!!!!!!!!!!