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06 de outubro de 2010 06:30

Por que temos medo?

Por Luciano Cairuz

O medo é uma reação humana universal, explicada psiquicamente e biologicamente como sendo um mecanismo de defesa do EGO, que reflete no corpo em caso de perigo.

O medo é como uma mensagem do cérebro avisando e preparando o corpo para enfrentar ou fugir de uma “ameaça”. É claro que o termo “ameaça” é muito relativo. Porque existe o medo real, principalmente na conjuntura atual de violência em que vivemos.

É noite, você está indo para a casa em seu carro. De repente, você vê alguém parado do lado da sua janela. Você fica tenso e sente reações de nervosismo ou estresse. Em menos de um segundo, você sente a sensação de boca no estômago, a umidade nas palmas das mãos, a palpitação no coração, o calafrio na espinha, a boca seca, etc. Um segundo depois a sua mente toma pé da situação e você vê tratar-se de ser uma pessoa conhecida pedindo uma carona. Você então relaxa.

O medo é isso, uma reação de defesa instintiva frente a uma ameaça. Como falamos o termo “ameaça” é relativo, pois difere de pessoa para pessoa. Duas pessoas não reagem à mesma situação de maneira igual. Na verdade, é incorreto referir-se à “mesma situação” quando se está falando de duas pessoas. Cada pessoa vê o mundo de modo diferente e reage de muitas maneiras.

Já a FOBIA, é um medo exagerado, excessivo ou absurdo de um objeto ou situação específica, freqüentemente levando a pessoa ao comportamento de esquiva.

Denominamos a essa fobia de: FOBIA ESPECÍFICA (CID-10 F 40.2), porque ela é restrita a uma determinada situação, como medo de dirigir, medo de avião, medo de cachorro, de altura, de trovão, da escuridão, de espaços fechados, da visão de sangue, de dentistas, medo de exposição a doenças específicas, etc.

A iminência ou o contato com a situação temida pode provocar um ataque de ansiedade aguda. Surgem na infância ou cedo na vida adulta. Podem persistir por toda a vida, se não houver tratamento, como ocorre na maioria dos casos, onde a situação fóbica é evitada sempre que possível.

No caso do medo de dirigir, acontece de forma majoritária entre mulheres, é provável que a mulher ainda sofra de forma inconsciente o paternalismo que permeia a sociedade, onde é colocada em algumas situações de forma subjugada, um exemplo claro disso é a postura da maioria dos homens de considerar o carro (com exceção dos outro bens, considerados da família) como um bem apenas dele e não da mulher.

É o caso de Joseane que sem intenção arranhou o carro do marido e desenvolveu um medo exagerado de revelar ao marido sobre o acontecido. ?Acontece que o carro também é meu?, exclamou ela. Entretanto isso não acontece na prática. Mas, a determinante causal da fobia ainda é desconhecida e é bom considerar os fatores genótipos (hereditários), ou parátipos (influencia do meio), considerados na infância. É importante procurar um profissional (psicólogo ou psicanalista) no caso de qualquer sintoma de medo patológico.

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