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22 de setembro de 2010 08:41

PSICANÁLISE E SUAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS

Por Luciano Cairuz

Além de ser um processo terapêutico, a situação psicanalítica é também, um peculiar método de investigação sobre o funcionamento da mente humana. Os conteúdos do inconsciente emergem na sessão de analise através da livre associação pertinente, pois assim como nos referimos a um tratamento, também falamos de um método que busca ampliar o auto-conhecimento.

O primeiro requisito, para quem pensa em fazer uma analise, é uma forte e determinada disposição de indagar-se sobre os meandros de sua própria mente. Normalmente essa motivação surge quando o individuo percebe estar padecendo de considerável sofrimento psicológico.

Mesmo aparentando razoável normalidade, muitas pessoas sentem-se infelizes e limitadas em suas vidas pelos sentimentos de ansiedade e depressão a que podem estar sujeitas, bem como, neuroses, medos irracionais, pensamentos repetitivos, compulsões, rituais escravizadores, alterações somáticas, sentimentos de ruína, problemas na sexualidade do casal e toda disfunção emocional.

Qualquer que seja a situação que desperte na pessoa motivação por esse tipo de ajuda, o primeiro passo deve ser a consulta com um psicoterapeuta experiente que poderá, orientá-la sobre a conveniência em empreender uma terapia analítica.

A representação social da psicanálise ainda é bastante estereotipada em nosso meio. Associamos a psicanálise ao divã, com o trabalho de consultório excessivamente longo que só é possível as pessoas de alto poder aquisitivo. Esta ideia correspondeu, durante muito tempo, à pratica nesta área que se restringia exclusivamente, ao consultório.

Atualmente no Brasil, os psicanalistas estão debatendo o alcance social da pratica clinica visando torná-la acessível a amplos setores da sociedade. Os profissionais, no campo da psicanálise estão voltados para a pesquisa e produção de conhecimentos que possam ser úteis na compreensão de fenômenos sociais graves, como o aumento do envolvimento do adolescente com a criminalidade, o surgimento de “novas” (antigas) formas de sofrimento produzidas pela vida moderna, ou seja, o modo de existência no mundo contemporâneo, as drogadições, a anorexia, a síndrome do pânico, a excessiva medicalização do sofrimento, a sexualização da infância.

Enfim, a equipe de psicanálise da sociedade psicanalítica de pesquisa científica e social, da qual faço parte, procura compreender os novos modos de subjetivação e de existir, as novas expressões que o sofrimento psíquico assume, para melhor atender as necessidades psicológicas da sociedade, e assim gerar maturidade e saúde emocional.

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