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27 de setembro de 2010 14:31

Das antigas – Homenagem ao 252 anos de Camaçari

Artigo do colunista, da Rede Brasil Diário, Carlos Santos.

Por Editor
 

Da esquerda para a direita: professora Laurita, Souza,  um ex prefeito, filha de Souza e dona Lígia, dona Lígia, Sr. Milton (pai de Carlos Santos) e Manoel, mão de onça.

 

 

Hoje acordei cedo. Fui ao centro para resolver muitas coisas que meu pai mandou. Pensei ir pelo campo da liga, mas tem muito mato e é perigoso. Fui pela Avenida Concêntrica mesmo, apesar de todo o barro e cascalho que tem nela.

Quando cheguei a rua principal peguei um catanica, saltei na praça e dei um pulo na casa de minha madrinha, professora Angiolina, mais conhecida como Guegué. Demorei pouco, pois precisava começar a fazer os mandados do meu pai.

Comecei indo ao Banebão. Aproveitei que a fila tinha menos de mil pessoas e quando terminei fui até o taito, jogar star trec. O da rua principal estava muito cheio, então corri até o que ficava perto do hotel Santa Bárbara.

A manhã avançava e o calor era insuportável, por isso tratei de beber um guaraná. Cheguei até a barraquinha e pedi um refrigerante Xodó da Bahia, sabor maracujá que eu adorava.

Logo depois disso fui fazer o restante das tarefas. Precisava comprar duas dúzias de pregadores de roupa e duas cordas de varal. Apressei no Tabajara e no Paradela. No último estava mais barato e acabei comprando lá.

Na volta, bem embaixo do grande eucalipto que ficava do lado do Banco Nacional vi que estavam anunciando a venda das mortalhas do bloco liberação, que iria desfilar no final de semana seguinte, em pleno micareta, puxado pela banda reflexu’s e trio elétrico skulaxo . Voltei para casa e fui tentar convencer meu pai a me dar o dinheiro para comprar a bendita mortalha. O máximo que consegui foi grana para uma esticada mais tarde.

Aproveitei a bufunfa e à noite dei uma passada na Pizzaria Tomatt e depois fui dançar na New Wave. Noite beleza. No retorno dei um tempo olhando a missa, mas como nunca fui muito chegado em igreja, fiquei em frente ao Hotel Rex. De repente, uma zuadeira e uma confusão só. Era o pessoal do Polivalente e do Cantuária brigando em frente ao bar de Prudêncio por causa dos jogos estudantis e é claro sob efeito de vários skylabs e sputiniks.

Foi ficando tarde, então tomei o rumo de casa. Estava com preguiça de esticar direto pela rua principal e mesmo sabendo que poderia topar com piu ou taca seca, quebrei pra casa pela oficina de Zé do Fó. Ainda bem que cheguei sem sustos.

Esta é uma narrativa fictícia e só a entende por completo quem viveu e cresceu em Camaçari na década de 70/80 ou ouviu contar histórias destas bandas de cá.

Uma pequena homenagem ao aniversário de Camaçari.

Texto publicado por Carlos Santos em sua Coluna no Camaçari Diário.

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