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02 de dezembro de 2010 10:15

A pergunta: para aonde vai o Bahia?

Jogadores que ajudaram o clube no retorno a Série A estão deixando o tricolor

Por Editor

O torcedor do Bahia não está nada satisfeito, e muito menos otimista, com os rumos que estão tomando o Bahia neste final de temporada. O time está de volta à 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro, mas ainda traumatizado pelos “fantasmas” que assombraram o clube nos últimos sete anos, a torcida tricolor não está gostando do que está vendo – a dispensa do goleiro Fernando, a volta de Morais ao Corinthians e de Adriano ao Fluminense -, e ouvindo, frases feitas, tiradas do fundo do baú, como “vamos fazer uma política de pés no chão”, que deixaram cicatrizes e sequelas difíceis de esconder e incorporar à história um clube vencedor, que no próximo dia 1º de janeiro completa 80 anos de fundação.

Antes mesmo do encerramento oficial do calendário futebol brasileiro em 2010, o torcedor do Bahia não está gostando das previsões para o Planejamento do Futebol Profissional em 2011. Algumas delas publicadas, por exemplo, no site futebol baiano.net, e que a torcida não deve esperar grandes contratações para o começo da temporada, já que o gestor de futebol Paulo Angioni, confirmou que não deve fazer extravagância, e vai adotar a política de pés no chão na tentativa de não endividar o clube.

“A expectativa é que tenhamos 30 jogadores no nosso elenco, mas não vamos fazer nada para endividar o clube e vamos ter uma política de contratações de acordo com a situação financeira do Bahia, pois nossa intenção é cumprir todos os nossos compromissos”, declarou Paulo Angioni.

Dentro deste perfil, da valorização dos garotos das Divisões de Base do Fazendão, tomando como ícone o goleiro Omar, o Bahia termina, ou começa o ano, trabalhando a volta de velhos conhecidos da torcida, como lateral-direito Marcos, que depois de rápida passagem pelo tricolor baiano foi destaque na Série A jogando pelo Avaí de Santa Catarina, e o zagueiro Luizão, outro jogador que veio emprestado pelo Cruzeiro de Minas Gerais.

“Já está tudo acertado com os atletas, restando a liberação do Cruzeiro para poder contar com os dois para a próxima temporada”, palavra do Gestor.

Fórmula da Série A

De volta à elite do futebol brasileiro, com a força de clube fundador do Clube dos 13, o Bahia quer agora mudar a fórmula de disputa da Série A do Campeonato Brasileiro. O presidente Marcelo Guimarães Filho defende o término da atual fórmula de pontos corridos, e a volta das fases de classificação, com o “mata-mata” até a decisão do título.

O argumento do dirigente baiano é financeiro: “O principal exemplo é o Estados Unidos, onde as partidas em play off que rendem muito mais aos clubes, à televisão e ainda dá maior emoção à competição”.

No ano em que a fórmula dos pontos corridos atinge seu auge no futebol brasileiro, com a decisão do título na última rodada, envolvendo diretamente três jogos distintos, a proposta de Marcelo Guimarães praticamente já nasce morta.

Já em relação ao Campeonato do Nordeste, o presidente Marcelo Guimarães Filho vai seguir à risca as “orientações” do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o Bahia, a exemplo dos três clubes pernambucanos, Sport, Náutico e Santa Cruz, vai aderir ao boicote e não disputar o Campeonato do Nordeste de 2011.

A competição não faz parte do Calendário da CBF, e está sendo realizada por ordem judicial, na vitória da Liga do Nordeste contra a Confederação Brasileira de Futebol.

Para justificar sua posição, o dirigente alega que o Campeonato do Nordeste é uma competição confusa e que não tem apoio do clube dos 13. Este ano, com seu time misto, o tricolor ficou em 5º lugar, fora das semifinais pela decisão do título.

Fonte: Tribuna da Bahia

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