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26 de novembro de 2010 08:03

Entrevista com Antônio Lopes o técnico do Vitória

O técnico acredita que o clube conseguirá sair da zona da degola

Por Editor

No seu horário de folga, delegado Antonio Lopes foi enquadrado na redação do CORREIO. De forma descontraída, o técnico do Vitória falou sobre a difícil missão de manter o Leão na elite.

E agora, professor?
Não pode perder pro Inter. Só não pode entrar com pensamento de empatar. Se isso acontecer, pode tá certo que acaba perdendo. Ano passado (com o Atlético-PR) me safei na penúltima rodada, mas dessa vez não dá. Vou me safar no final.

Com 44 pontos, o Vitória (tem 40)  pode permanecer ou até cair. Como você enxerga essas possibilidades matemáticas?
Não tem que ficar pensando nisso. Temos que focar contra o Inter. Ou trazemos os três pontos ou um.

O senhor assumiu restando dez jogos. Agora, faltam só dois. Tem sido mais difícil do que o senhor imaginava?
Foi muito pouco tempo pra tomar pé de tudo. Um período de 40 dias. Só agora que a gente começa a ver tudo. É difícil fazer uma análise.

Ramon não joga domingo. E aí?
É o único armador que eu tenho no time. Se eu tenho um lateral esquerdo (reserva) bom, colocaria o Egídio ali. Mas aí é cobrir um santo e descobrir o outro. Poderia colocar Bida ali, que é um meia… Não tem ninguém. Tentei Elkeson, mas ele não é um armador, e sim um meia atacante. Talvez Fernando pro segundo tempo, que mete bem as bolas e cadencia bem o jogo. Mas ele não aguenta 90 minutos.

Tirando o Cruzeiro, em todos os seus jogos no Barradão o Vitória jogou com três atacantes. Fora, sempre com três volantes. Por quê?
É porque a situação requer. Quando você vai jogar fora, é outra situação. Fico pensando: ou entro com os três atacantes, ou com os três volantes. Depende da situação.

Pelo que a gente vê em campo, o futebol do Vitória não é de time da zona de rebaixamento. O que falta pra ganhar os jogos?
Nós temos criado. Está faltando fazer os gols. A média dos times é criar duas, três situações reais de gol e tem que matar pelo menos uma. Contra o Corinthians, criamos umas quatro e acabamos fazendo de pênalti. Estamos fazendo o difícil e perdendo o fácil.

Como você avalia o psicológico dos jogadores nesse momento?
Depois desses dois jogos (Guarani e Corinthians), eles sentiram que foram bem. Podíamos ter ganhado do Corinthians. Isso mexe com a autoestima do grupo. Eles ficaram mais confiantes. Não tô achando eles com a cabeça baixa, não.

O que está achando do clube?
Bom, um clube que oferece boas condições de trabalho. Não tem a melhor estrutura do país, mas tem espaço físico pra ter. Só falta dinheiro… O apoio da diretoria é bom demais. Fico vendo o sofrimento do presidente (Alexi Portela Júnior) e fico até com pena dele. Ele é Vitória mesmo.

E como está sendo seu dia a dia? Consegue dormir?
O pior é quando eu acordo de madrugada. Aí, fico pensando como armar o time e não durmo mais (risos).

Na sua chegada, o senhor fez um apelo para a presença da torcida nos jogos. Está satisfeito, né?
A torcida está demais. Os caras estão sendo muito fiéis. Todo jogo eu mando agradecer. Eles fazem a diferença. Lá em Campinas (Brinco de Ouro) mesmo, tinha um grupo de torcedores e mandei todos irem até a torcida.

Independente do final, o senhor pensa em renovar?
Nem penso nisso. Estou pensando em me livrar desse problema.

Fonte: Correio 24h

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