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01/11/2017 - 10:07 hs

CDH vai debater consequências de Estado midiático-policialesco

A parlamentar piauiense defendeu a retomada urgente da discussão dos projetos que tratam de abuso de autoridade.

CDH vai debater consequências de Estado midiático-policialesco
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A senadora Regina Sousa (PT-PI) anunciou, nesta terça-feira (31), que a Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai debater e investigar as consequências do Estado policialesco e midiático que se instalou no Brasil. Durante sessão solene em homenagem ao reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, a presidenta da CDH decidiu acatar o pedido de 200 juristas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) .Eles pediram ao Congresso a apuração dos excessos que estão sendo cometidos em nome do combate à corrupção.

Regina foi uma das primeiras parlamentares a falar, em plenário, sobre as humilhações públicas que levaram o reitor ao suicídio, no último dia 02. Ela reforçou o que disse então: “Temos a primeira vítima fatal do Estado policial que está se instalando neste País”. E os brasileiros estão se acostumando a assistir a esses acontecimentos com uma certa indiferença. “Se precisava ter uma vítima fatal, agora temos”, afirmou.

Segundo ela, hoje existe uma tal seletividade de ações em nome do combate à corrupção que “condena-se por convicção e absolve-se com robustas provas”. Essa execração pública seletiva fez com que Cancellier fosse “escolhido para ser culpado”, independentemente de haver ou não provas, de ter ou não havido desvio de recursos, do valor desses desvios e, até mesmo, se os tais desvios foram cometidos em sua gestão. “Não importa. O que importa é que ele foi escolhido para ser culpado, o espetáculo foi feito e ele não resistiu a tamanha humilhação”, enfatizou.

 A parlamentar piauiense defendeu a retomada urgente da discussão dos projetos que tratam de abuso de autoridade. “Temos que encarar esse debate e a Câmara dos Deputados está, agora, com essa tarefa nas mãos”, insistiu. Ela ressaltou que o Brasil está seguindo por um caminho perigosos, em que, por uma denúncia anônima, se entra nas casas das pessoas e se expõem cidadãos à execração pública. “Isso precisa parar, antes que seja tarde".

 












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