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09 de novembro de 2010 09:46

MEC pode processar repórter que divulgou tema da redação do Enem

O nome do repórter do Jornal do Commercio ainda não foi divulgado.

Por Editor

O Ministério da Educação (MEC) informou que pode processar o repórter do Jornal do Commercio, de Recife-PE, que divulgou o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado neste último fim de semana (dias 6 e 7/11). De acordo com o órgão, o jornalista, que fez a avaliação, “cometeu ato ilícito ao atentar contra as regras do certame”.

O repórter, que ainda não teve o nome divulgado pela direção do jornal, entrou no local de realização do exame com um telefone celular ligado, quando em determinado momento foi ao banheiro e enviou uma mensagem de texto para o jornal, com o tema da Redação da prova. No entanto, divulgar o conteúdo do Enem dentro do local da avaliação e antes do horário permitido para a saída é considerado ilegal.

Em seu site, o Jornal do Commercio admite que o profissional desacatou uma das normas do Enem. “Trabalho. Esse é o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A informação foi passada por um membro da equipe de reportagem do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) que está fazendo a prova e driblou a segurança”, informou a matéria do JC Online, na tarde de domingo.

A editora-chefe do site do Jornal do Commercio (o JC Online), Benira Maia Barros, afirma que não estava planejado o repórter divulgar o tema da redação do Enem, mas “serviu para comprovar a fragilidade do sistema da organização”.  Ela também diz que o grupo até o momento não recebeu nenhuma notificação da Polícia Federal ou do MEC e que um possível processo será encarado em nome do Jornal do Commercio, preservando a identidade do repórter.

Na mesma reportagem, o próprio repórter revela que cometeu outras irregularidades, ao fazer a prova de relógio e lápis: “Consegui fazer a prova inteira sem ser advertido”, disse.

O Jornal do Commercio afirma que o objetivo do repórter não era ir contra as normas da avaliação e sim mostrar a falta de segurança na organização do Enem. “Isso prova um item grave – a falta de segurança. Desde ontem, os estudantes não foram submetidos a nenhum tipo de fiscalização, como detector de metais”, disse.

Leia também: Enem: Jornal mantém identidade de repórter em sigilo e diz que responderá em caso de ação

Fonte: Comunique-se.

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