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09 de novembro de 2010 09:22

Agricultura familiar é debatida em Camaçari

Sedec e Seduc somam quase R$ 10 milhões para investimento no campo.

Por Editor
 
Foto: André Damasceno.  

Com o objetivo de discutir políticas públicas de apoio à agricultura familiar, o colegiado do Território Metropolitano de Salvador (TMS) se reuniu, na segunda-feira (08/11), com representantes de instituições financeiras, de órgãos municipais e estaduais, além de líderes sindicais.

Ampliação e qualificação dos programas de crédito, assistência técnica, emissão de DAP (Declaração de Aptidão do Agricultor), regularização fundiária e crédito fundiário foram alguns dos temas tratados durante o encontro que reuniu cerca de 80 pessoas no auditório da Prefeitura de Camaçari.

Representante a agriculta familiar em Camaçari, o vereador Alfredo Andrade (PSB), também presente no evento, afirmou que, “já solicitei através da Câmara Municipal a instalação de um escritório da EBDA em Camaçari, pois entendo que temos muito a crescer no quesito da agricultura. Temos uma boa terra, água, canais de distribuição e crédito. O que falta apenas é nos profissionalizarmos para usufruir de todos os benefícios da agricultura familiar”.

Na ocasião, o secretário do Desenvolvimento Econômico, Hélio Cortes, destacou os programas que a Sedec (Secrtetaria do Desenvolvimento Econômico) está trazendo para estimular a agricultura familiar do Município, como o Agroamigo – o programa de crédito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Projeto Feira Popular e o Programa de Aquisição de Alimentos Municipal (PAA).

Hélio revelou que, “já conseguimos junto ao Banco do Nordeste e a EBDA um crédito de mais de R$ 3,5 milhões para investirmos na agricultura familiar, mas para termos acesso a esse dinheiro os agricultores precisam estar organizados, com toda a documentação, e é por isso que há um ano estamos trabalhando nisso e formando uma grande cooperativa agrícola”.
Para o articulador do Território Metropolitano de Salvador, Elcio Santana, “este encontro pretende chamar a atenção da categoria para a valorização da profissão e melhoria das condições de vida”.

O secretário de Educação, Luiz Valter Lima, informou que, “hoje por lei temos que destinar 30% de nossa receita para alimentação escolar na compra de produtos da agricultura familiar. Eu quero destinar até 100% de nossa receita, contudo é preciso que os agricultores se organizem, pois não podemos comprometer a alimentação das crianças e na hora de servir não ter o alimento por que um agricultor teve um problema de saúde ou coisa parecida, pois a criança não quer saber disso, ela vai cobrar é a alimentação dela na hora certa. Por isso digo que nos organizemos para crescer”.

Com informações da Ascom/PMC.

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