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07 de outubro de 2010 21:06

Boa tapioca e muita simpatia resultam numa fórmula de sucesso

Esse é o segredo de Verônica que vende beiju na Praça da Jaqueira na Gleba A.

Por Editor
 

Limpeza é palavra de ordem na barraca de Verônica.

Foto: André Damasceno.

 

Sempre simpática e sorridente, Verônica de Jesus começou o negócio há nove anos. O primeiro ponto de sua barraca foi na Praça da Feirinha, entre as ruas Cinco e Seis do Canal, na Gleba A. “Eu comecei vendendo milho. Mas, já anunciava para todo mundo que eu iria vender beiju na próxima semana. Com o dinheiro do milho eu consegui comprar tapioca e ingredientes para alguns recheios. E assim fui crescendo aos poucos”, disse.

Casada com Gilson Souza de Jesus, a quituteira conta que no inicio seu marido não era muito a favor do trabalho. “Ele não gostava muito e até nem ajudava. Mas, com o passar do tempo ele começou a observar que era um negócio rentável como qualquer outro, bastando trabalhar com dedicação. E hoje o sustento de nossa casa é ganho aqui, pois infelizmente ele está desempregado há oito meses”, contou.

O sucesso de do beiju produzido por Verônica fez tanto sucesso que ela conta que, “um dia eu estava com a barraca lotada de clientes, aí chegaram dois polícias pensando que havia acontecido alguma coisa no meio da praça para ter tanta gente aglomerada. Quando eles viram que era uma barraca de beiju e com tanta gente querendo comprar, eles resolveram experimentar e de lá para cá são meus clientes”.

Tempos depois Verônica passou o ponto da Praça da Feirinha para sua irmã e mudou-se para a Avenida 28 de Setembro (antiga Radial A), onde manteve sua clientela e conquistou novos fregueses. Em meados deste ano Verônica também foi transferida para a Praça da Jaqueira. “Aqui durante a semana o movimento é o mesmo, contudo nos finais de semana as vendas dobraram. Eu sou muito grata a Deus pelo que faço”, conta Verônica com um grande sorriso.

 

Verônica quer melhorar sua barraca, ganhando uma padronizada como as demais da praça.

Foto: André Damasceno.

 

Sempre preocupada com a qualidade dos produtos, Verônica compra os ingredientes todos os dias e guarda num freezer. “Eu tenho um freezer só para guardar os ingredientes, tenho um micro-ondas e um fogão só para o preparo de tudo. Os recheios são preparados todos os dias por mim e uma pessoa que me ajuda lá em casa. Aqui na barraca eu conto com a ajuda de Sheila na venda e preparo dos beijus. Alguns clientes já foram lá em casa para ver o asseio e a higiene que tenho quando faço tudo e ficaram impressionados”, afirmou Verônica.

Questionada o que falta para ampliar o negócio, Verônica foi direta ao responder, “me falta um local apropriado para guardar estas chapas, as vasilhas e instalar um freezer para guardar os ingredientes dos recheios. Aí eu poderia trabalhar o dia todo, pois desse jeito eu só posso vir no final da tarde para garantir a qualidade dos produtos que ficam o dia todo refrigerados lá em casa. E não teria mais que todos os dias ter que desarmar tudo e ficar pagando transporte para levar para minha casa. Mas já estou em busca disso através do secretário Cupertino que disse que irá me ajudar e conseguir uma barraca padronizada como estas que temos aqui na praça, pois uma seria minha, mas no final do processo eu fiquei sem”.

Para as pessoas que compram frequentemente o beiju na barraca de Verônica, ele é um exemplo de dedicação e mais do que merecedora de ganhar uma barraca padronizada como a dos outros comerciantes, pois além de vender um produto de qualidade, ela cativa a todos com seu empenho e carisma.

Verônica vende beiju na Praça da Jaqueira de terças-feiras a domingos, das 16h30 às 22h.

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