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15 de dezembro de 2010 19:17

Dia 16 de Dezembro é comemorado o Dia do Teatro Amador

Pioneira da atividade no Município fala sobre o grupo

Por Fabiane Santos

Dia 16 de Dezembro é comemorado do Dia do Teatro Amador. O nome é dado por ser praticado por pessoas que não tem formação acadêmica, mas que atua garante que tem muito amor no coração e se dedica por prazer. No Brasil, Maria Clara Machado é a pioneira com a profissão. Teatróloga, diretora e atriz dramática, Maria Clara desde a década de 50 que criou um grupo amador para atuar em peças montadas para as comunidades, foi onde nasceu O Tablado, um dos teatros amador mais conhecido no país.

E Camaçari não fica atrás, aqui o teatro amador surgiu em 1974, com a atriz e diretora Cilene Guedes. Amante da atividade, Cilene nasceu em 13 de setembro de 1941, em Barra do Mendes, interior da Bahia. E iniciou seus trabalhos em Camaçari, no dia 15 de setembro de 74, quando fundou o Teatro Amador de Camaçari (TAC), como diretora do grupo. Mas, só em 84 passou a morar no Município.

Formada como atriz profissional pela Faculdade de Teatro da Universidade Federal da Bahia, Cilene conta, que desde criança que sempre teve paixão por atuar e hoje se sente realizada por dirigir um grupo de amadores que nunca foi interrompido durante esses 36 anos. Todos os anos eles fazem no mínimo cinco apresentações.

O grupo que iniciou com 70 pessoas frequentando os ensaios, atualmente dispõe apenas de 12 integrantes. O motivo foi à vida, muitos tiveram que trabalhar, estudar e não conseguiram conciliar os horários. Contudo, Cilene diz que quem participou do TAC, nunca é um ex TAC, mas sempre será um integrante, por conta do amor e do elo que se formou durante todos esses anos.

Cilene conta que o objetivo principal desse trabalho é “preparar pessoas para viver melhor na comunidade”. Com isso desenvolve um trabalho de teatro de atores e de bonecos. E tudo pode ser transformado em uma peça, uma frase, uma música, uma poesia, basta usar a criatividade. Para os espetáculos os bonecos são confeccionados pela própria Cilene e os figurinos são feitos pela costureira, Josefa Bezerra que já faz esse trabalho há anos para o grupo.

Com inúmeros espetáculos apresentados, o TAC já ganhou várias premiações e indicações. No II Festival Secundarista de Teatro (Em Salvador), ganharam o 1ª como melhor espetáculo, com A História de João Malarzrt o prêmio de melhor atriz e melhor ator e no I Festival Baiano de Teatro Amador, ganharam dois prêmio de melhor atriz e um de melhor ator.
Durante todos esses anos o TAC já se apresentou em diversos lugares como empresas do Pólo Petroquímico, em Camaçari, municípios vizinhos, Salvador e até em Brasília. Foram eles também que realizaram o I Festival Baiano de Teatro de Bonecos, projeto que pretendem dar prosseguimento em 2011.

Mas, nem tudo são flores. Cilene conta que não tem patrocinadores e a grande dificuldade que enfrenta para continuar se reunindo. Atualmente quem mantém financeiramente o TAC, são os alunos e os cachês das apresentações. No início os ensaios eram realizados no Teatro Magalhães Neto, mas desde e a reforma que estão sem local próprio. Ultimamente a Casa da Criança e o Colégio Normal de Camaçari, estão cedendo uma sala para que os trabalhos não fiquem paralisados.

“O nosso trabalho é amador só no nome, mas fazemos com toda a perfeição, responsabilidade e zelo. O amador tem muito amor pelo que faz, não fazemos só por dinheiro, e sim pelo carinho e prazer que temos pelo teatro, por atuar”, disse Cilene.

Para o ano de 2011, Cilene tem projetos como montar a peça O Alto da Compadecida, A vida de São Tomás de Cantuária e fazer o II Festival Baiano de Teatro de Bonecos. Este ano a última apresentação do grupo deve ser na quinta-feira (23), com uma apresentação na Paróquia São Tomás de Cantuária, localizada na Praça Desembargador Montenegro, durante a celebração da missa.

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