Camaçari Diário - Conteúdo interativo de notícias, vídeos, esportes, lazer, blogs e jornalismo
10 de janeiro de 2017 09:15

Ministro autoriza envio da Força Nacional para AM e RR

Estados registraram rebeliões em unidades prisionais

Por Redação

Após pedido dos estados de Roraima e Amazonas, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes autorizou o envio de 200 homens da Força Nacional, 100 para cada estado, para o reforço da segurança. Os dois estados registraram na última semana rebeliões em unidades prisionais que deixaram cerca de 100 detentos mortos.

“Estamos deslocando entre hoje e amanhã, na madrugada, pela FAB [Força Aérea Brasileira], os homens e todo o equipamento de armamento e viaturas. Os homens vão realizar policiamento, apoio nos bloqueios e apoio no perímetro das penitenciárias”, afirmou.

Moraes ressaltou, porém, que a Força Nacional não fará a segurança dentro das penitenciárias. “Nenhum pedido para a Força Nacional agir como agente penitenciário será deferido. Isso é ilegal pela lei que criou a Força Nacional. Ela é composta de policiais militares e há uma unanimidade, independente de ideologia, de que quem prende não deve cuidar. Isso é uma contingência legal”, explicou.

A governadora de Roraima, Suely Campos, havia pedido ao Ministério da Justiça o apoio da Força Nacional para atuar “no controle da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo”. Na última sexta-feira, um confronto entre detentos deixou 33 mortos na unidade. O contingente de policiais será enviado, mas não para este fim. “O apoio às barreiras, recaptura de presos, escolta de presos para irem ao fórum ou em transferências; isso a Força Nacional pode fazer. E foi definido tanto para Roraima, quanto para o Amazonas”, explicou Moraes em coletiva na noite de hoje (9), em Brasília.

Além do reforço da Força Nacional, O governo do Amazonas solicitou o auxílio de um helicóptero para a busca dos presos que fugiram no início de janeiro, após rebelião que deixou 56 homens no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Roraima também pediu o envio de mais armamentos.

Os comentários para este conteúdo estão encerrados.