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10 de novembro de 2010 15:15

Pai acusa advogado de agredir seu filho dentro da escola

Desentendimento de crianças vai parar na delegacia

Por Fabiane Santos
 

18ª Delegacia de Camaçari

Foto: Fabiane Santos

 

Um desentendimento de crianças acabou parando na delegacia. O caso é que o pai da criança agredida registrou uma ocorrência de agressão ao seu filho na 18ª Delegacia, contra o avô e advogado da outra criança envolvida.

Segundo informações de Elielton Caldas, pai da criança agredida, tudo começou na última quinta-feira (04), na hora em que sua esposa foi buscar o filho na escola. “Quando ela chegou os coleguinhas da classe de meu filho comentaram que ele tinha mordido outro amigo de classe. Minha esposa chamou meu filho e colocou ele de castigo. Mas o comportamento dele estava estranho”, disse.

Elielton comentou, que seu filho ficou três dias sem contar nada, apenas no domingo quando a mãe foi fazer um carinho no filho, foi quando o menino relatou o fato. “Ele disse que o avô do menino, que ele tinha mordido, tinha dado um tapa no seu rosto e ameaçado arrancar seus dentes se ele tornasse a morder seu neto novamente”.

Logo pela manhã na segunda-feira (09), Elielton e sua esposa foram até a coordenação da escola procurar saber o que tinha acontecido. “Fomos à escola procurar saber por que até então o fato havia sido ocultado. Foi quando, fomos informados de que o advogado, avô da outra criança, teria ameaçado e xingado meu filho por conta do acontecido na quinta-feira (09)”, contou Elielton.

De acordo com a vice-diretora, Janira Soares, esse fato não aconteceu e por isso não houve essa omissão. “Quem estava presente no momento do desentendimento das duas crianças, foi a auxiliar que toma conta deles há 10 anos aqui na escola. Temos muita confiança nela, uma pessoa íntegra e que diz não ter acontecido nada além do desentendimento das duas crianças. Sabemos da ocorrência e também queremos saber a verdade, mas não podemos afirmar o que não houve, o que não vimos”, relatou.

Já o advogado, se manteve tranquilo e disse já saber da acusação. Mas, que também desconhece esse fato. “O que aconteceu foi na quinta-feira (09). Eu cheguei para pegar o meu neto quando vi ele chorando. Ele contou que havia sido mordido pelo coleguinha, mas nada demais. Agora estou sendo acusado de agressão. Eu nunca bati em nenhum filho meu, como poderia eu bater em um filho de outra pessoa. Essas acusações não procedem. Isso nunca aconteceu”, disse.

O caso está sendo investigado na 18ª Delegacia, onde a ocorrência foi registrada.

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