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25 de agosto de 2010 10:50

Pavimentação da Radial A volta a ceder

A avenida passa por uma série de obras de revitalização.

Por Editor

Matéria e fotos de Élder Vieira


Em Camaçari, cidade da região metropolitana de Salvador e sede do Pólo petroquímico e industrial, na Radial A, uma das principais avenidas da cidade, depois de meses em obras para a implantação da rede de esgoto, com recursos oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a pavimentação asfáltica começou a ceder, gerando reclamações por parte de moradores e motoristas que transitam no local.

Com diversas obras em execução para a revitalização da Radial A, principalmente na construção de calçadões, uma das principais queixas dos moradores, a exemplo de Teodoro Flor, é que todas as calças e o asfalto terá que ser quebrado de novo, pois, segundo o mesmo, a rede de esgoto instalada não foi ligada as casas.

“Foi montada a tubulação geral aqui na rua, mas até hoje não foi feita a integração do esgoto das casas para a rede de esgoto geral.  E hoje ainda estão fazendo este calçamento. O calçamento é bom, valoriza muito o imóvel, mas cadê a integração da rede de esgoto das casas para a rede da rua. Isso é uma irresponsabilidade da empresa que fez, porque não tem fiscalização da Prefeitura e nem da Embasa. O dinheiro que o governo colocou aqui do PAC está perdido, porque essa é uma pista para 30, 40 anos, ainda nem acabou de consertar a avenida e a rua já está afundando. O povo merece uma satisfação do prefeito e da Embasa”, reclamou Teodoro Flor.

De acordo com o secretário de Infraestrutura de Camaçari, Everaldo Siqueira, responsável pelo acompanhamento das obras de esgotamento sanitário, “isso é proveniente da rede de esgoto que estão fazendo em Camaçari. Eles assentam os anéis de concreto um sobre o outro, quando entre esses anéis há uma passagem, uma fuga de água, aí quando chove e a água começa a passar pelo bueiro, essa areia ou essa terra começa a retornar para dentro dele, e provoca um abatimento não só ao redor do bueiro, mas também ao longo de alguns trechos”.

Everaldo ainda revelou que, “na Avenida Concêntrica um trecho desceu também, e esse abatimento quebrou um tubo da Embasa. E está passando também um tubo da Bahia Gás, assim me falou a Embasa, e eles se comprometeram a fazerem a recuperação assim que a Bahia Gás começar o seu trabalho”.

Perguntado se o consórcio que está realizando as obras seria multado pelo serviço mal feito, o secretário afirmou que, “essa obra está sendo executada pelo consórcio Ebisa/Sertenge, e quem fiscaliza é a Embasa. Nós também fazemos a fiscalização, haja vista que somos nós quem liberamos a pavimentação. Como as obras estão em fase de construção, eles são os responsáveis pelas obras, e farão a recuperação dos anéis impermeabilizando-os, e depois recuperarão os abatimentos da pista”.

Sobre a integração do sistema de esgoto das casas com a rede geral, o secretário Everaldo explicou que o sistema de esgotamento sanitário deverá passar a funcionar em 2011. “Nós temos a rua, os passeios e depois as casas. No meio da rua passa a rede coletora, em alguns pontos têm os pevezinhos, que está dando o problema de afundamento em determinados trechos. Sobre o passeio tem uma rede secundária ou condominial, que faz a captação dos esgotos na porta de cada casa e depois lançam na rede de esgoto geral”, concluiu.

Para Irlando Alves, que trabalhou muitos anos com compactação de solos, o problema “é que foi um serviço mal feito. Eles tem máquinas de 1ª qualidade para trabalhar com qualidade, mas a equipe não está sabendo fazer o trabalho de compactação do solo. Então hoje ele apresenta alguns afundamentos, mas vai sempre apresentar. É como um cancer que está por baixo dele, como não foi compactado direito, a água entra pela boca de lobo, infiltra na terra e vai desbarrancando de fora a fora. Nós vamos viver assim em Camaçari, sempre vai ter um lugar que vai afundar, enquanto não fizerem o serviço bem feito”.

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