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27 de setembro de 2010 13:05

Debate: Dilma (PT) e Serra (PSDB) evitam confronto

No penúltimo debate na Record, Marina (PV) e Plinio (PSOL) disparam críticas.

Por Editor

Fonte: Rafael dos Anjos

www.brasildiario.com

 

No domingo (26) aconteceu o penúltimo debate entre os presidenciáveis na Record. Mais uma vez o confronto foi ameno entre os candidatos, principalmente para quem esperava um embate direto entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

No entanto, ficou para Marina Silva (PV) o papel de provocar seus adversários e a Plinio de Arruda (PSOL) as críticas mais severas. Plinio foi o responsável por trazer ao evento o tema sobre os escândalos na Casa Civil e na Polícia Federal, e junto com Marina manteve o assunto por outros blocos do programa.

Para isso ele disparou a frase usada na campanha tucana: “Dilma, das duas, uma: ou você é conivente ou é incompetente”. A petista sempre dura em suas respostas, disse: “Nenhuma das duas” e continuou lembrando que durante o governo Lula a Polícia Federal investigou o maior número de casos. “Não vou varrer nada pra baixo do tapete; vou apurar tudo em tempo e rápido”, prometeu.

As provocações não pararam por aí e Plinio afirmou que Dilma não tinha “autoridade” sobre o PT. “Esse é o problema da Dilma. Dilma é uma pessoa fabricada, foi fabricada pelo Lula. Dilma não é do PT, nunca foi do PT. Não vai controlar”.

“Um governo não se faz com um partido só, se faz com a nossa capacidade de construir uma coligação… O PT é importante no Brasil e o maior partido de massa, lamento que você tenha esquecido isso”, respondeu a neo-petista.

Quanto ao aguardado enfrentamento entre os principais candidatos, Serra e Dilma, ambos usaram a tática de não interagir nos últimos momentos das eleições, somente quando era inevitável, devido às regras do debate.

Apenas a petista questionou a capacidade do tucano em gerenciar, quando citou o apagão ocorrido durante o governo FHC, enquanto ele era ministro do Planejamento. “E isso (falta de um plano para o setor) aconteceu quando você era ministro do Planejamento.”

Esquecendo um pouco Dilma Rousseff, Plinio resolveu focar em Marina Silva e chamou a senadora de “demagoga”, dizendo que a mesma costuma fugir das questões polêmicas, sugerindo plebiscitos para resolvê-las. “Você quer agradar a gregos e troianos”, alfinetou. E continuou dizendo que a candidata não teria coragem de enfrentar os poderosos nem mesmo para defender o meio ambiente, sua principal bandeira.

“Competência a Marina tem, o que ela não tem é coragem de enfrentar os interesses dos poderosos”, referindo-se ao período em que ela era ministra do Meio Ambiente. Marina relembrou ativistas como Chico Mendes, que “doou a vida em nome da natureza” e disse que tinha coragem sim, além de afirmar ser preconceito querer separar ecologia de economia.

A senadora não deixou por menos quando seu alvo foi José Serra. Ela falou sobre o Bolsa Família, que segundo Marina, o PSDB sempre foi contra o programa e agora prometia continua-lo. “Do meu partido e de mim, jamais recebeu nenhuma crítica, até porque foi continuidade (de programas do governo Fernando Henrique Cardoso)”, informou Serra.

Considerações finais

Em suas considerações finais Marina continuou com os ataques e fez uma comparação entre os dois primeiros colocados nas pesquisas. “Dilma e Serra são iguais”. Continuou afirmando que no PT estavam descontentes com a indicação de Dilma e no PSDB com a postura adotada por Serra durante as eleições.

“Aqui está todo mundo mais ou menos ligado com a corrupção”, atacou Plinio, que pediu para que em seus 60 anos de vida pública os eleitores votassem nele pelo seu futuro e não olhando para o passado.

Em seguida foi a vez de Dilma, que continuou enaltecendo a imagem do governo Lula e sua ligação com ele. “Nos últimos oito anos houve um processo de transformação no Brasil”, disse.

Já o tucano discursou sobre seu passado humilde, suas conquistas no governo paulista e se esquivou de críticas ao atual governo. “Lula não é meu inimigo. Não trato adversários como inimigos”. Apesar de reforçar que o PT nega a contribuição do governo FHC. E finalizou pedindo que quem votasse nele conseguisse mais um voto para leva-lo ao segundo turno.

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